




Como você pode perceber caro leitor ou leitora, não mencionei aqui em nenhuma vez uma nota vermelha que eu poderia ter ganhado na escola, e não é porque isto é um blog, mas é porque isso é fato e porque tudo o que um garoto da 5º série é estudar, e viver a vida normalmente.
Hoje ao chegar à escola, notei que alguns professores comentavam sobre notas de alunos da sala e percebi também que alguns alunos eram aqueles ‘ruins’, justamente os mesmos que ganham e já ganharam coisas de seus pais, como vídeos-game novos e passeios para lugares longe. Decidi que também vou pedir algo a meus pais e já até sei o que é: Uma bicicleta.
Chego em casa normalmente, almoço e fico no sofá pensando em uma forma de fazer um pedido desta importância sem ele ser negado, e é ai que chega mamãe e pergunta se eu havia tirados notas vermelhas pois estou quieto. Falei a verdade, e as vezes ela é um pouco ruim. Disse que todas as minhas notas estavam boas e que meus amigos com notas vermelhas ganham um monte de coisas, será que não poderia eu ganhar um bicicleta?
Mamãe pensou um pouco, como todo adulto e depois falou que queria ver minhas notas e conversará com Papai. Esta notícia me tranqüilizou um pouco mais, mas a reunião só será na sexta-feira e hoje ainda é terça.
Estou vivendo os dias mais apreensivos da minha vida é como falar a um preso que sua liberdade é amanha e este amanha só vai chegar em no mínimo 30 dias. Já não ando muito com meus amigos nem converso muito com o pessoal, evito até ser visto por pessoas como a magrela de aparelho.
Depois de uma eternidade de tempo, a sexta. Vejo mamãe chegando da reunião e nenhuma bicicleta do lado. Ainda não me apavorei nem estou bravo. Ela me fala parabéns e nem sequer se lembra da bicicleta.
No dia seguinte após o almoço, meu pai chega perto de mim e fala para irmos buscar a bicicleta que eu queria. Por isso que há o ditado “Quem nunca esperou, jamais poderá desesperar”. Agora eu vou curtir um pouco e escrevo mais outro dia.

...E antes que o final de ano chegue e o Natal também...
Já não é de hoje que penso que ser adulto é bem chato. Como de costume, ainda não consegui me preocupar tanto com os deveres da escola nem com o pensamento de que estou crescendo. Ando normalmente pelo corredor gigante da escola até minha sala nesta bela manha de sol. Ao chegar me dirijo ao tradicional lugar perto da porta e sento-me. Não é costume dos alunos trocar de carteira durante o ano, por isso os lugares que sentamos nas primeiras semanas de aula determina onde sentaremos o ano todo.
A professora vem com um pacote amarelo cheio e joga-o na mesa. Na hora penso que são trabalhos, matérias e coisas pessoais, mas quando ela anuncia que é uma prova relâmpago, todos abrem a boca dizendo as lástimas que é fazer algo sem estar preparado.
E agora, o que farei? Já consigo ver a nota, não acertarei nem a metade da prova e meus pais de alguma forma saberão. Como sempre ficam sabendo das coisas ruins. Será que se eu mudar de lugar e procurar o mais esperto da sala não há como ele me ajudar? Bem, farei isso.
Não demora muito e lá estou fazendo a prova, respondendo perguntas que eu já aprendi no começo do ano e que já não lembro e outras que ainda nem vi, mas que mesmo assim o governo insiste em saber se eu sei. Para que ele vai usar isso eu não sei, mas se for para ver o que eu sei eu ainda tenho medo, muito medo. Prefiro pensar que é para colocar em números e gráficos. Uma vez papai falou que os adultos adoram gráficos, então eu ficarei entre os alunos que sabem o básico, pois acho que fui 50% com as respostas.
Não sei porque os adultos tem esta mania de provar tudo o que fazem. É prova para saber quem é mais rápido, prova para saber quem sabe mais, prova para saber quem come mais e quem pode levar um milhão de reais e assim vai. Tem coisas que até se pode entender, mas há outras que da até medo.
Desta forma encerro mais um pedaço de minha vida.
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O ano está acabando e eu sinto que pouco aprendi. Também não se pode aprender muito quando há tantas coisas na vida pra aprender. Além das lições e conteúdo das matérias escolares, há a aprendizagem do mundo ao meu redor, como ele funciona, como a sociedade nos quer ver e como ela funciona, como as mulheres funcionam, como pode a diretora da minha escola ter uma postura tão medonha entre outras coisas...
Meus dias não estão sendo assim os mais legais e interessantes, mas acho que ano que vem será. Hoje a única coisa legal que me aconteceu foi que percebi a pessoa que me torno a cada dia neste mundo. Alguns grandões da escola já falam comigo normalmente e eu me sinto a vontade para andar pela escola de cabeça erguida como nunca fiz. Você deve se perguntar se eu andava de cabeça baixa, mas é que como sou novo aqui, as coisas não são tão simples assim. Talvez vala a pena fazer uma comparação com ambientes do tipo cidade grande e interior, é difícil se acostumar em pouco tempo.
Em resumo, este ano tudo o que eu já vi nos telejornais, telenovelas e imaginei que um dia aconteceria já aconteceu, claro, cada coisa de sua forma. Vi alguns conhecidos conversando de lado com as garotas mais chatas da escola e dias depois trocando saliva (eeeeeca), vi que eu posso e consigo superar a timidez que normalmente eu tenho, e que tudo é questão de reflexão e pensamento positivo.
Há, antes que eu finalize este post ou capítulo, chegou ontem uma aluna nova na escola, o nome dela é Pâmela. Ouvi as meninas do fundão dizer que ela é simplesinha... Será que ela não é como as demais?? Bem, ao menos ela parece ser do tipo simples e legal. Espero que ela se de bem aqui.
A todos os leitores e amigos um bom dia de Halowen (a festa na escola será no próximo post) ótima semana e muita paz!
Já li uma vez que poesia ou poemas de crianças não valem como obras para incrementar um livro. Não me lembro ao certo porque, mas hoje pensando melhor... Nós, pequenos e/ou jovens, quando nos deparamos com alguma coisa ruim, um momento chato ou até algo super legal (do tipo que não esperávamos), ficamos cheios de borboletas na barriga, ou pássaros e muitas frases soltas na mente. Sim, são elas que formam as ‘poesias’ que muitas vezes descrevemos em papel estas palavras que naquela faz todo o sentido, mas um dia depois nem você entende o que aconteceu ou o porque das palavras. Não me referi ao tipo de poesia ou poema clássico, de um autor estudado, mas digo da poesia, das palavras que nós nos metemos a poetas, a escritores do amor e da felicidade.
Acho que é isso que me fez ver o quão desanimador é ser jovem e perder a noção de ser criança. Já não olho os meus escritos como palavras significativas, mas sim, um cúmulo da breguice e palavras vans... Não sei você, mas é constante o uso de quebras de linhas, frases soltas seguidas de pontos finais e vírgulas, pois são elas que nos ajudam a diminuir o uso dos pontos finais. Isso sem falar nas metáforas e uso de palavras do cotidiano como amorzinho pássaros e lírios.
Muitas vezes estes momentos estão ligados diretamente a uma perda ou ganho, como um namoro que começou ou acabou, um passeio no parque de diversões que superou as expectativas ou a morte de um ente ou até um ídolo. Nestes casos há sempre quem se torne um poeta, um escritor disposto a dedicar horas e horas ao ocorrido (ou pessoa).
Acredito que eu já passei por isso muitas vezes, e ainda, por natureza passo. Por isso e mais um pouco que escrevi minhas obras secretas. Por isso e muito mais que não as publico em lugar nenhum.
Inspirado no post do blog Cachecol de Cobra
Já estava acabando a aula quando terminei a matéria de inglês. Não é assim uma aula tão legal pois tudo o que sei são palavras que mamãe me ensinou de quando ela estudava. Aconteceu que percebi a quantidade de pessoas que tem nesta escola e que eu não conheço nem a metade. Pessoas grandes, pequenas, homens e mulheres e uma diretora com cara de malvada, mas acho que isso faz parte de todos os diretores de escola certo?
Finalmente o sinal da escola bate e eu saio da sala pensativo e quando menos espero, um dos grandões esbarra em minha pessoa, foi questão de segundos . No momento claro que eu fico com medo, não sei ao certo o que estas pessoas pode fazer com um menino pequeno e com cara de bundão... Mas ele logo me pediu desculpas e fez uma cara de gente boa, do tipo que demonstra ser um grande amigo. Fiquei meio sem acreditar que os grandões podiam ser boas pessoas, e continuo andando. No portão da escola, a mesma quantidade enorme de pessoas conversando e esperando suas conduções ou condutores, e eis que uma das meninas da 6 série me fala um Xau. Será que hoje é o dia em que os grandões resolveram tirar pra falar com os novatos?? Bem, como não gosto de deixar outra pessoa no ‘vácuo’ respondi formalmente o Xau dela, e mais uma vez descobri que ela também não iria me morder, nem enfiar minha cabeça em um balde com água gelada ou praticar estas coisas que vejo em filmes, mas descobri que ela sabe falar e demonstrar que é uma boa pessoa.
Detesto o fato de ter que inventar assuntos para continuar uma conversa, por isso as vezes prefiro ficar só a ter que ficar com meus amigos. E foi no intervalo do dia seguinte, quando eu estava solitário, que as mesmas duas pessoas que falaram comigo ontem veio falar comigo. O jovem adulto que se esbarrou em mim, veio na hora do intervalo conversar comigo, aquela conversa básica sobre o jogo na quadra da escola, sobre as meninas bonitas das outras salas e coisas do tipo, até que a menina que me deu xau ontem chegou e disse algo sobre ‘o tímido’ da 5ª. Sei que ela se refere a minha pessoa, mas são sei dizer se isso é bom ou ruim. No entanto, as coisas ficaram nisso mesmo e eu pude voltar a sala de aula normalmente, um pouco mais feliz talvez, por saber que já posso ‘perder’ o medo dos grandões e das meninas sem cérebros...
Acho que viver não é tão ruim assim, é tudo uma questão de diálogo.
As regras são: Indique este selo para dez blogueiros, que devem indicar outros dez blogueiros e inclua esse texto junto com o selo!
Ganhei do blog Sweet-angel. Valeu mesmo. Am desculpa, mas hoje não é um bom dia para indicar mais blogs...
Ta. No ultimo escrito eu dei a entender que sou uma pessoa muito malvada. Não é verdade.
Não sei como explicar, mas é comportamental. A forma como tudo aconteceu no ultimo post me fez crer que as coisas que iria acontecer se eu tivesse dado bola ja fossem tão comum como as novelas são totalmente previsíveis.
Talvez eu esteja me tornando um pouco sem sentimento, ou um péssimo narrador, mas ser gente é o que eu faço de melhor, uma vez que os adultos não explicam ao certo como devemos ser, também nem quero saber, se ser grande é viver para trabalhar e/ou viver como um robô que só obedece. Prefiro continuar com meus erros ortográficos, minhas idéias de futuro e presente e minha visão de mundo a ter que viver sempre aos propósitos alheis. Na teoria tudo o que eu digo faz o maior sentido e até parece capaz, mas o sistema é realmente maior e nos obriga a ser como eles querem, não se vou aguentar...
Quero que você entenda que o que passou não foi nada complicado ou passível de análise, é simplesmente parte da vida. Nada é como em um conto de fadas, nem em uma novela ou filme, mas sei que sempre há momentos felizes, e eu quero ter o meu, e eu senti que não era perto dela. Estou na correria por causa dos trabalhos e tudo o mais, espero fazer um post beeem mais legal na próxima vez. Obrigado a todos os comentaristas e gostaria de falar sobre a promoção de 1 ano de Arruma Blog - Vale a pena o clique!
Hoje no intervalo eu não a vi. Segui todos os passos que costumo fazer diariamente, me dirigindo à arquibancada da escola, já que agora é lá que meus amigos e eu ficamos. Muitas pessoas costumam lanchar e ir até a quadra para ver o que ocorre com os raios de sol e os alunos, mas ela não fez isso. O que eu notei de estranho é que o grupo da magrela estava conversando baixo e concentradamente. Os minutos sem lição passaram tão bem quanto chegaram, não me preocupei. Ainda hoje recebi algumas lições para pesquisa e alguns pensamentos adultos na cabeça.
No dia seguinte, lá estou eu, desta vez sento no primeiro banco que encontro, estou cansado e não quero ser como um garçom de restaurante que acolhe as pessoas com um belo sorriso e pergunta em que pode ajudar oferecendo um vasto cardápio, hoje eu só quero ser eu mesmo, tanto quantos meus amigos mais tímidos que chegam já quando o sinal bate para evitar falar com outras pessoas e questionam somente quando querem ir ao banheiro.
Ela chega até onde estou já quando o sinal está para soar, e trocamos uma saudação. No intervalo, eu ainda cansado a encontro e antes que eu lance a pergunta ‘Tudo bem?’ ela me abre um sorriso e vem falando baixo em minha direção, coisas que eu não sei dizer se tem nexo... Não. Não são palavras amorosas se é isto o que pensou caro(a) leitor(a), são textos, são contos e histórias, como bons velhos amigos conversando. O que me impressionou é que mal nos falávamos e agora ela fala comigo como vejo conversar os grandões com seus amigos. Sentamos ali perto mesmo sobre o chão gelado da escola e ficamos até o término do intervalo. Nesta altura meus amigos já começaram a pensar que eu os trocara por outros, mas o fato de estarem sempre em bando e não andar muito não os deixava ver que eu tinha outros afazeres. Hoje não foi um dia tão ruim...
Final de semana e eu pensando nos dias passados. Acho que você já deve ter uma noção do que me acontece, então pense comigo: Em algumas linhas passadas eu disse que a vi sentado com um garoto sei lá de qual sala, bem as forma que descrevi antes, depois assim do nada ambos tomam seu caminho, eu disse também que ela passou a me tratar como um grande amigo mesmo sem ter muito tempo de amizade, e é sempre desta forma que nas novelas acontecem as coisas ruins, e se novelas se baseiam em coisas do cotidianos de uma sociedade, eu não quero que isso continue. Pois já decidi o que desejo. Eu desejo voltar a ser como antes, não quero que pensem que tenho amigas legais e/ou bonitas e que um da em cima do outro e uns dias depois nem se falam mais. Prefiro ter poucos e feios amigos e tê-los pela vida toda do que muitos bonitos e perde-los a cada momento.
Este pensamento me seguiu e orientou-me até segunda-feira. Já na escola, tratei de não ser tão simpático com ela e evitei passar muito tempo conversando no intervalo com ela. Segui esta receita até a sexta e sei que hoje ela não está tão da mesma forma como antes, e posso dizer que voltei a ficar muito mais tempo com meus amigos do que andando pela escola. Ela é legal, fala OI e segue a vida dela (conversando com muitas pessoas), e eu sigo a minha. Ainda bem :)
De repente eu a conheço. É, aquela menina, a mais nova, que estuda na outra sala, agora troca ‘olá’ com minha pessoa. Não sei ao certo como e quando isso passou a acontecer, mas já é fato, saudamos um ao outro, talvez porque não gosto de olhar para uma pessoa sem fazer uma saudação.
Mas agora me lembro, no começo do ano ela chegou com um grupo de meninas, depois a vi algumas vezes sozinha e outras a vi com um garoto sei lá de qual sala.
Confesso que não me dei ao luxo de perguntar seu nome ainda, mas sei que isso ainda acontecerá, mas a beleza com que me sorri nos intervalos e momentos em que nos saudamos pela escola já me alegra o coração. Acho que ela gosta de ser simpática (é este o nome culto que os adultos falam para designar pessoas legais ou sociáveis não é?...), ou gosta de todo mundo mesmo...
E mais um dia se passa, na paz e normalidade que mereço. E no dia seguinte, quinta-feira cedinho, lá estou eu novamente seguindo o roteiro: Dar uma enroladinha antes de levantar da cama, etc etc etc até chegar na escola...
Hoje, três minutos antes de bater o sinal de entrada, eu a encontro (sim a moça simpática) e resolvo dizer, todo empolgado, aquele bom dia de alegrar até máscara triste de teatro, e como vi na TV, aqueles bons modos verbais e físicos, a elogiei sobre algo que vi repentinamente. Acredito que ela não estava esperando isso de minha parte já que ela ficou me olhando e antes que ela tivesse a chance de acreditar em seus ouvidos e pensar em uma retribuição, o sinal toca.
Não quero esperar pra ver no que vai dar e me despeço normalmente dirigindo-me até a minha sala. Agora não sei o que me acontecerá, já que o professor acaba de chegar e pode ser que se eu continuar isso nem chegue a virar um capítulo (post) se o professor resolver conferir o tipo de lição que escrevo neste momento...
