



E mais uma vez, por mais um ano. Talvez só este ano os adultos farão festas para comemorarem datas... Não sei que mania doida e besta é essa de dança em comemorações, este ano o pior está acontecendo, e tudo por este infeliz motivo.
No dia em que eu me disponho a chegar 20 minutos antes na escola, todo uniformizado e bonitinho, vem alguém da coordenação, com um sorriso do tamanho do rosto e diz que metade da sala terá que participar da Festa Junina. Sim, desta vez eles determinaram este nome para mais um tipo de comemoração dançante, e o pior, os alunos regulares e interessados já estavam sendo recrutados, já que os do fundão não correm riscos pois faltam tanto que é perigoso nem chegarem a ensair...
Quando foi pedido os nomes o professor mesmo sugeriu alguns nomes e nesta etapa da vida, ainda somos pequenos o suficiente pra entender que chegar todo vestido de caipira em São Paulo é uma coisa que deixa os adultos sorridentes, e o meu estava lá, junto com uma porção de gente [70 % meninos e 30% meninos]. Neste momento se fechou um círculo na mesa do professor e ouvi de longe meu nome em tom audível “O Rafael. O Rafael!”. Fiquei pasmo, gelado e confuso por alguns instantes, será que alguém realmente queria minha companhia? Para minha infelicidade era uma menina que eu nem falava muito que sugeriu minha pessoa como seu par. Não demorou muito e surgiu mais uma perguntando se eu queria dançar com ela, uma vez que a quantidade de meninos pretendentes é inferior ao número de meninas, e desta forma decidiram por si mesmas quem dançaria comigo.
O mais legal de se estar ainda perto da infância, é que nos primeiros anos de nossas vidas brincamos meninos com meninas como lindas crianças, sem nos darmos muito ao fato de que as pessoas com quem brincamos são do sexo oposto e que um dia serão chatas e vaidosas. Ai crescemos um pouco e começamos a achar irritantes determinadas coisas, como é o meu caso agora e mais para frente começamos a nos interessar pelas mesmas pessoas com quem brincávamos e depois nos irritamos.
Como os adultos dão um jeito de nos forçar a dançar com falsas promessas de pontuação, de gratificações e coisas do tipo que não tem como não dançar, e lá fui eu, ‘vestir a camisa’ e tentar aproveitar os insignificantes momentos da minha vida.
No dia da festa, lá estou eu com meu chapéu de paia, roupas rasgadas e vejo a magrela que já não está em minha sala. Por incrível que pareça ela está bonita. De alguma forma algo que a mãe dela fez nela deixou-a mais elegante. O dia passa como qualquer um e mais algumas fotos deste momento desperdiçado foi parar no meu álbum de fotografia, que coisa mais chata!
Meme da Milla
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Regras:
1. Dizer 7 coisas que te fazem sorrir.
2. Passar o meme a 7 pessoas que te façam sorrir.
1. Fazer as coisas certas;
2. Vero lado bom das coisas;
3. Minha família;
4. meus amigos;
5. Saber que nunca estou só;
6. Ser eu mesmo com toda minha idiotisse [uso da letra c]
7. Saber que vivo ao lado de semelhantes...
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