

Eu não me lembro ao certo todas as coisas que passavam em minha mente quando criança, mas lembro-me muito bem quando a escola que eu estudava empregou o agradecimento a todos os que contribuíam para o nosso alimento e pleno funcionamento das normas da escola. No primeiro dia não foi fácil, eu, pequeno Hobit ( como nos filmes ) branquélo, sempre ficava vermelho quando tinha que me expor ou me sentia exposto. Lembro-me que nestas horas todos (assim falavam) fechava os olhos e agradeciam, mas eu, eu as vezes abria os olhos e não rara as vezes encontrava alguém me olhando, talvez se perguntando porque aquele menino feio e bobo fazia com os olhos abertos, quando todos os fechavam... Bem, confesso que neste momento eu pensava “Não me olhe, não sei falar bem como os olhos abertos, não saberei falar com eles fechados” e mesmo assim alguns dos meus colegas me olhavam... Muitas fiquei vermelho de vergonha ou até medo dele falar auto que meus olhos não fechavam...
Hoje porém, aprendi que estando ou não com eles fechados, é possível agradecer por uma coisa boa. Não me arrependo de manter meus olhos abertos, enquanto todos procuravam algo (que eu acredito ser também DEUS) dentro de si, eu o encontrei olhando para fora, nas nuvens e na natureza que eu via pela janela do refeitório. Acredito que não importa o jeito como você pede as coisas, mas sim com qual intensidade que ela é pedida.