O carro do meu pai está para ele tanto quanto as roupas dele, que não serve em mim. Isso significa que só em caso de emergência eu usaria o carro dele onde o objetivo não é transportar só uma pessoa e sim a família inteira. A escola não entra nesta lista e eu vou andando até lá, mesmo nesse frio dos tempos modernos.
Há dias que aquele pensamento mesquinho por parte do meu pai vem a minha mente e faz uma lista de coisas ruins involuntárias para eu fazer por isso muitas vezes eu escrevo tudo o que penso para reler e ter a certeza de que isso não vai matar ou ferir pessoas que não seja eu mesmo. Quando eu disse ‘matar ou ferir’ não foi no sentido próprio, só falei de forma mesquinha...
O legal é que por muitas vezes, ao chegar à escola vejo amigos e amigas espirrando, reclamando de problemas que eles não teriam se comessem mais frutas naturais e mais comida saudável além de andar menos de carro e ônibus. Isso me da um ar de glória por poucas vezes pegar um resfriado que não é igual a gripe e eu não ter aquelas várias doenças terminadas em ITI (renite, sinusite e outras), e é claro que eu não sou perfeito.
Todas as vezes que faz frio em minha cidade, é comum eu acordar e depois de alguns minutos inicio uma maratona de espirros de intervalos curtos. Então eu sempre desejo acordar cinco minutos mais cedo só para ter certeza que a rotina da minha vida vai ser ou será pouco afetada. Às vezes acho que meus colegas são comodistas em não fazerem nada de melhor para sua vida ou seu problema além de falarem que o médico falou isso ou falou aquilo ou pior, que aquele problema é genealógico e outros detalhes maiores. Eu ainda tenho fé que quando o cérebro quer muito uma coisa, o nosso corpo e transforma ou no mínimo se acostuma.
Outro fato que me faz feliz é saber que não necessito do transporte público para chagar à escola, não ainda. Minha família possibilitou ter uma casa relativamente perto da escola e ter acesso ao verde da pouca natureza que resta além do vento gelado da manhã e o nascer do sol. Isso não só beneficia minha pessoa, mas também me faz ter certeza de que não estou em um local fechado onde todos respiram o mesmo ar. Já notaram como é ruim andar em ônibus quando chove ou quando o frio é muito? Se você abre a janela sempre terá um incomodado falando que está frio demais ou que alguma coisa o atrapalha... Por isso se eu tiver que andar de ônibus, será no banco mais alto que tenha uma janela para abrir e fechar e que no pior dos casos, eu consiga inventar uma desculpa para manter a janela aberta, mesmo que não aberta por completo.
Foto: Flickr - Governo de SP

Não fui à Virada Cultural e estou tão normal quanto estive antes. Enquanto alguns postavam nas redes sociais eu estava aqui com minha família e fazendo coisas mais comuns. Ocorreu que no domingo após o almoço, uma mulher bem no estilo ‘chinelo de dedo e roupa simples’ pra ser alguém mais importante (do tipo, representante de alguma empresa...) e eu, como de hábito, tentei ser gentil. Na hora que falei que meus pais não estavam na sequencia perguntei se eu podia ajudar e foi aí que recebi a notícia de que a mulher é a minha nova vizinha...
Não que vizinhos novos sejam bons ou ruins, é que os antigos não tiveram a possibilidade de morar por 6 meses neste local (que triste). Ainda não sei o motivo da saída dos antigos vizinhos mais também não quero me apegar muito a esta família pelo fato de que podem fazer igual e se mudar a qualquer momento, e não é nada pessoal, é apenas uma forma de manter minha mente mais normal.
Minha rua, até o ano passado não tinha nenhuma casa para aluguel e depois deste ano, surgiram duas. Isso significa que qualquer cidade, qualquer bairro uma hora ou outra será muito conhecida e se tornará um polo cheio de pessoas com sons de carros e residências altas e crianças o suficiente para fazerem barulho na hora que você tem que estudar.
Tudo o que sei é que a família do vizinho antigo tem uma filha e não sei de nenhum irmão dela... Onde quer que esta família esteja, espero que a essa garota pare de ficar na calçada de casa pois boa ideia isso não mostra. Você conhece alguma coisa parecida?
Hoje aproveitei para fazer uma boa caminhada na minha cidade. Apesar do vento frio, eu consegui pegar raios de sol que tornaram tudo mais gostoso e fizeram dos 40 minutos algo sem igual. Basicamente eu vejo coisas como essa foto e a que eu tirei do celular é muito grande pra ficar aqui.
Nem sei se já falei sobre ajudar pessoas na rua, mas o fato que lhe apresento representa o olhar crítico dos munícipes de minha cidade, que creio eu ser o mesmo na maioria das grandes cidades.
Hoje resolvi fazer uma caminhada pela minha cidade. Fui ao mercado local e depois até a Igreja aproveitar que moro em uma cidade histórica e me acomodei nos bancos a frente da Igreja central. Como ainda é tarde e não é final de semana, não há outros amigos para conversar e isso nem é o meu foco, por isso aproveito para fazer uma oração olhando o horizonte que o local me proporciona. De costume eu vou aos domingos à missa e lembre-se que neste momento não estou dentro da Igreja, mas respeito um templo, seja da minha religião ou não...
Passei no mercado ao sair do banco em que estava e agora volto para casa em passos constantes e lentos. Acho que é nesses momentos que os melhores pensamentos nos chegam e aqui estou eu falando comigo mesmo sobre a escola, sobre as pessoas burras e inteligentes e sobre meus pais e estas coisas que pensamos quando estamos andando. Foi assim, olhando para baixo e alternando entre olhar para frente que notei uma mulher com sacolas em mãos e mais ninguém a andar pelas ruas da leve inclinação que estamos.
Meu espírito juvenil e cheio de energia logo se prontificou em ajudar a mulher assim que eu passar alguns centímetros na frente dela, até para ela não pensar que sou mal intencionado. Mais agora eu caio em controvérsia: Será que se eu oferecer minha ajuda ela vai pensar que quero alguma recompensa ou ainda que eu seja um marginal querendo me apossar das coisas delas e sair correndo assim que eu as tiver. Ou será que ela ainda tem fé em nós jovens? (ou em mim) E aproveito para disfarçadamente olhar como estou vestido e confesso que muito me agrada a forma física que represento, mas ainda não sei se serei aceito aos olhos dela.
Se meu espírito já está preparado, acho que é uma boa ação que minha oração deseja fazer. Não estou querendo negar essa instrução de meu âmago e continuo seguindo em frente com a mesma velocidade que estou, pois sei que ainda assim chego em alguns segundos perto dela. E então os primeiros centímetros de meu pé passam na frente dela e ela consegue perceber que estou a ultrapassá-la mais claro que nesta hora em que ela olha para minha pessoa, prontamente me ofereço para ajudar a levar as sacolas.
Em sua face há algumas gotas de suor prestes a correr pelo seu rosto, pele mais clara que um negro e cabelo preto. Fitou-me por breves segundos que mais pareciam horas e olhando nos meus olhos (sim pois nestes casos, aprendi que a transmissão de boa índole começa pelo olhar. Então quando me ofereci para ajuda-la, primeiro olhei em seus olhos) sorriu, parou um pouco e depois de respirar fundo disse que morava na próxima quadra. Desta forma negou a minha ajuda e como pessoa gentil se colocou a disposição para conversa, mas só consegui pensar em reemitir minha oferta (‘tem certeza que não deseja ajuda? ‘), a qual foi negada mais uma vez.
Desta forma, desejei a ela uma tarde e no mesmo ritmo de antes me coloquei ao caminho de casa. O que não sai da minha mente: Será que ela pensou que eu era um marginal e juntou as boas normas dos antigos para negar minha ajuda? Será que ela mora mesmo pertinho do local que estávamos? Já aconteceu isso com mais alguma pessoa? Na semana pergunto aos meus amigos na escola se alguém não comentar sobre isso aqui.
E Deus fez a mulher para fazer companhia ao homem. Será que o fato de eu ser jovem não me faz merecedor de uma mulher? Passei boa parte de minha história observando e tentando absorver o que as meninas tem de bom e legal, mas tudo o que consegui foi identificar pessoas que não me agradam, como já falei da magrela de aparelho antes, mas guria é diferente, ela me atrai.
Será que eu não estou sendo tão boa pessoa assim e deveria convidar a garota do blog para sair? Não, acho que isso seria loucura, até pelo fato de que não só eu mais outros tantos homens estar a procura dela para fazer um mesmo convite...
Devo informa-lo caro leitor que a menina do blog, onde outrora comentei não comentou em meu blog. Então resolvi visitar seu blog outra vez, na esperança de poder medir as palavras que aqui escrevo e dar um ultimo adeus. Nestes casos não se pergunta o motivo do adeus, e sim o que me levou a não querer passar mais lá, e a resposta é simples: Não sou nem quero ser o tipo de pessoa que vai ficar insistindo por algo nem sei se daria certo, então se algo diz que não e a outra pessoa não corresponde é um bom sinal para voltar à praia (e começar de novo a encontrar novas sereias. Sim eu ainda lembro que mulheres são as sereias de nossas vidas).
Foi bom o tempo que li seus textos, suas memórias e agora outras pessoas o farão. Outros jovens, outros adultos e mulheres. Sim, muitas mulheres lerão seus textos para saber o quanto ela tem de normal nessa vida, antes de se transformar em uma celebridade. Não que ela seja uma celebridade, mas não duvido muito que em um ou dois anos as coisas não chegue nesse patamar e eu ficarei aqui com você pensando que ela é e sempre será uma simples blogueira de pele branca e cabelo semi-longo que publica textos quando bem vem à mente.
Então pela tecnologia do meu hoje (meu computador por exemplo) descobri que ela nem desejou me conhecer.
Não estou mal, obrigado.

Acho que não há mal nenhum em querer viver um pouco da liberdade condicional que é ser pré-adolescente não é? Consegui colocar a palavra ‘Papai’ como coisa antiga no meu dicionário e graças a alguns atos meu, estou conquistando espaço junto aos meus pais.
A verdade é que existe uma hierarquia de acontecimentos que define o tipo de garoto que você é: Se faço todas as lições de casa e ainda ajudo a lavar a louça e varrer o chão, sou visto como um ótimo filho. Se tiro notas ruins na escola (o que é difícil no padrão educacional de hoje) e ainda ouço música no celular sem fone de ouvido, sou visto como um filho potencialmente ruim. E se cabulo aula e omito tudo o que acontece comigo fora de casa, além de empinar pipa aí já era, perdi toda credibilidade de ser um filho bom. Por isso acredito que estou seguindo uma das primeiras hipóteses.
Com isso, consegui um celular para igualar minha vida social com as dos ‘adultos’ da minha escola... Ok, não sou a favor do consumismo ou outras formas de sair da juventude, mas devo confessar que me tornar adulto é algo que chegará com o tempo. O computador eu já tenho, até pelo fato de servir para meus pais também.
Não pelo fato deu ter um celular novo ou pelo fato de ter computador em casa, mas sim pelo fato da busca e conhecimento eu conheci uma garota bem legal. Nem sei o nome dela ainda pois como tudo na web, o nome dela pode ser real ou falso e isso também não vem ao caso. Gosto da forma como ela retrata a vida em seu blog, da forma como as poucas fotos dela na web são apresentadas (sim, ela parece ser linda) e acho que não é uma celebridade web [convenhamos, as mulheres tem um dom para ser celebridades onde passam: no corredor da escola, nas fotos em redes sociais ou nos blogs, quando vai sair com as amigas e etc. Elas são sempre mais cotadas que nós homens...] e mesmo assim, acredito que minha sorte está de vento em polpa pois não tenho o que reclamar.
Não sei dizer se essa menina visitará meu blog, mas devo dizer caro amigo que dei motivo para tal. Esperarei por algum comentário dela por mais uma semana [Como o de costume, escreve ou pelo menos tento, semanalmente] e depois voz falo mais sobre o ocorrido. Um detalhe é que não fui doido o suficiente para digitar no blog dela meu número de telefone, apenas o endereço de meu blog, na expectativa de que um comentário dela seja lido por minha pessoa.








