




Fui educado desde criança a agradecer pelas coisas que tenho e relacionar as coisas inexplicáveis da vida a alguém inexplicável, neste caso Deus. Como de costume aos domingos vou a Igreja. Nesta vida há sempre os que não acreditam ou só acreditam vendo. Talvez por ser um assunto cheio de porém, algumas pessoas nem se preocupam em obter conhecimento.
Lá estou eu, pensando nos dias que já se passaram desde que comecei a estudar nesta nova escola, nesta sala, com algumas pessoas estranhas e diferentes, quando me vem a cabeça as pessoas que não acreditam em Deus, e não falo do deus de tal religião, mas o Deus maior, ateus. Em toda vida, há pessoas do tipo, na minha sala há pessoas assim.
Comentei com o amigos mais próximo sobre o assunto, e não demorou muito pra que outro entrasse na conversa e uma amiga que não converso muito comentou que ela não acredita em Deus. Pensei com meus botões, se ela não acredita em Deus, ela não acredita ou nem deve saber do conteúdo da Bíblia, conseqüentemente não sabe que temos um propósito neste mundo.
Conversamos um pouco antes que o assunto se tornasse repulgante. Na aula seguinte estamos todos fazendo contas quando em meio tom e de forma involuntária ouço um “Meu Deus!” seguido de um pequeno espanto daquela amiga que não converso muito, ela escreveu na matéria errada. Depois disso, de forma discreta perguntei se ela reparou no que disse, e a resposta foi não. Analiso o caso e resolvo dizer a ela que ao meu ver, vivemos neste mundo buscando seguir orientações para quando morrermos ficar ao lado de DEUS, e que por mais que tentemos não acreditar que há uma coisa maior pela qual lutar ela se faz presente involuntariamente. Ela ainda argumentou mas chegamos a conclusão de que se não vivermos para buscar alguma coisa depois do que estamos vivendo, para que continuar vivendo?
Um mendigo que passa a maior parte de sua vida em más condições não teria um porque de continuar existindo se ele lá no fundo do coração não pensasse que algo de maior o espera e ele deve tentar ser humilde, fazendo as coisas certas, se não ele facilmente se mataria, pois ficar pobre por qual motivo, se ele pode para com isso??
É meio relativo isso, mas é algo que vale a pena pensar.É como dizem "Só há duas formas de pensar: Uma que tudo é milagre, e outra que milagres não existem."
Aqui vai um vídeo de The Weepies - Simple Live (passei a gostar muito)
E mais uma vez, por mais um ano. Talvez só este ano os adultos farão festas para comemorarem datas... Não sei que mania doida e besta é essa de dança em comemorações, este ano o pior está acontecendo, e tudo por este infeliz motivo.
No dia em que eu me disponho a chegar 20 minutos antes na escola, todo uniformizado e bonitinho, vem alguém da coordenação, com um sorriso do tamanho do rosto e diz que metade da sala terá que participar da Festa Junina. Sim, desta vez eles determinaram este nome para mais um tipo de comemoração dançante, e o pior, os alunos regulares e interessados já estavam sendo recrutados, já que os do fundão não correm riscos pois faltam tanto que é perigoso nem chegarem a ensair...
Quando foi pedido os nomes o professor mesmo sugeriu alguns nomes e nesta etapa da vida, ainda somos pequenos o suficiente pra entender que chegar todo vestido de caipira em São Paulo é uma coisa que deixa os adultos sorridentes, e o meu estava lá, junto com uma porção de gente [70 % meninos e 30% meninos]. Neste momento se fechou um círculo na mesa do professor e ouvi de longe meu nome em tom audível “O Rafael. O Rafael!”. Fiquei pasmo, gelado e confuso por alguns instantes, será que alguém realmente queria minha companhia? Para minha infelicidade era uma menina que eu nem falava muito que sugeriu minha pessoa como seu par. Não demorou muito e surgiu mais uma perguntando se eu queria dançar com ela, uma vez que a quantidade de meninos pretendentes é inferior ao número de meninas, e desta forma decidiram por si mesmas quem dançaria comigo.
O mais legal de se estar ainda perto da infância, é que nos primeiros anos de nossas vidas brincamos meninos com meninas como lindas crianças, sem nos darmos muito ao fato de que as pessoas com quem brincamos são do sexo oposto e que um dia serão chatas e vaidosas. Ai crescemos um pouco e começamos a achar irritantes determinadas coisas, como é o meu caso agora e mais para frente começamos a nos interessar pelas mesmas pessoas com quem brincávamos e depois nos irritamos.
Como os adultos dão um jeito de nos forçar a dançar com falsas promessas de pontuação, de gratificações e coisas do tipo que não tem como não dançar, e lá fui eu, ‘vestir a camisa’ e tentar aproveitar os insignificantes momentos da minha vida.
No dia da festa, lá estou eu com meu chapéu de paia, roupas rasgadas e vejo a magrela que já não está em minha sala. Por incrível que pareça ela está bonita. De alguma forma algo que a mãe dela fez nela deixou-a mais elegante. O dia passa como qualquer um e mais algumas fotos deste momento desperdiçado foi parar no meu álbum de fotografia, que coisa mais chata!
Meme da Milla
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Regras:
1. Dizer 7 coisas que te fazem sorrir.
2. Passar o meme a 7 pessoas que te façam sorrir.
1. Fazer as coisas certas;
2. Vero lado bom das coisas;
3. Minha família;
4. meus amigos;
5. Saber que nunca estou só;
6. Ser eu mesmo com toda minha idiotisse [uso da letra c]
7. Saber que vivo ao lado de semelhantes...
Indico para:
Rebeldia Pura | Inventando Moda |Simples como pão | Folha de Rascunho | Carol Bernardes
*Todos os links estão na coluna lateral
Lá estou. Sentado na cadeira em mais um dia comum. Não consigo postar nada em meu blog pois as desvantagens de estar se tranformando em Homem é mais forte e me prende com toda a força do mundo.
Aconteceu que em um dos intervalos que tive, voltei a ser aquele estudante pequeno e simples que sempre fui e fui ler os cometários do meu post antigo, Surpresa...
Um convite bem diferente, uma coisa especial que veio do blog da Carissa [http://carissavieira.zip.net/]
O meme tem as seguintes regras:
- Agarrar o livro mais próximo.
- Abrir na página 161.
- Procurar a quinta frase completa.
- Colocar a frase no blog.
- Repassar para outros cinco blogs.
No meu caso o livro foi:

a frase:
"Na realidade, mesmo as pessoas mais felises têm sua cota de sentimentos depressivos, problemas, desapontamentos e dores de cabeça."
Acho que o que diferencia umas das outras é a forma como encaramos os momentos. Há duas formas de viver, olhando o lado bom de cada coisa ou olhando o lado ruim, e como ouvi numa palestra estes dias, se você pensar que todos te olham e se intimidar, será sempre a pior pessoa, mas se você pensar que é você quem olhas as pessoas e fazer com que as coisas que você diz ou faz é o certo, não importa onde esteja, conseguirá tudo o que quiser. Seja feliz sempre.
Indico este meme para
http://vinnycius.blig.ig.com.br/
http://carla.ro.blog.uol.com.br/
http://navegandocommilla.zip.net/
http://uli.pontes.zip.net/
http://cartasrasgadas.zip.net/
Obrigado Carissa^^

Assim como na mata selvagem, são os humanos em suas cidades. Em alguns meses de aula, toda a sala já criara uma rotina de vida. Os faltantes faltavam nos dias dos professores chatos, as patricinhas começaram a comprar revistas de moda e fofoca e são capazes de passar o dia inteiro conversando sobre cada palavra que lera na revista, além de passar maquiagem e pintar as unhas, típico do mundo globalizado desenvolvido para criar robôs (literalmente). Acho que é por isso que ninguém inventa robôs de verdade, igual aos filmes, pois já existe uma máquina eficiente que faz todo o processo (a parte chata) a TV. É ela o principal instrumento de transformação de crianças em robôs, ai depois, é só apertar o automático e esperar até ela enferrujar e morrer, quer dizer, sair de circulação. Assim surgem mais alguns robôs bem sucedidos, lendo, com a falsa impressão de que estão se informando, quando na verdade estão sendo manipulizadas, e é assim também com os meninos-homens, com suas revistas de jogos e cadernos esportivos. Ingerindo uma falsa idéia de que com alguns arranhões e perseverança acabarão por serem chamados para a seleção. Muitos, vivem o jogo, eu vivo (tento viver) a vida. Os bonitões se vangloriam com suas formas, que ainda em definição, já aparecem mais definidas, alguns fortes, outros com roupas de marcas e cada um ao seu estilo. Todos os ‘normais’ estudam como se o amanha não fosse chegar e não se importando com nada do que se passa no resto da sala. Alguns, claro, mais espertos que outros, e outros mais esperto que os vaidosos e robóticas.
Uma vez em sala senti o cheiro forte da tinta, não era aula de artes ainda, era tinta de pintar as unhas. Algumas pessoas tem o péssimo hábito de não se preocupar com o bem estar alheio e talvez ai mesmo nasça a conscientização ambiental, mas enfim, quando perguntei a uma delas porque é que elas não pintam o corpo por inteiro como fazem os índios (ou faziam né) não ouvi sequer uma frase... Tenho para mim que as meninas ficaram pensando na idiotice que elas são e na idiotice que eu falei, mas já que isso não aconteceu pela primeira vez, resolvemos mudar de assunto.
É normal cada um sair com seu grupo no intervalo, é um instinto natural de todo ser vivo, os matos nascem em bando, as leoas casam em bando, os animais da floresta e matas também e os pássaros voam em bando. Cada um do seu geito vive a vida pensando que é o certo, mas e eu, será que eu sei o que é certo?
Aproveito para postar o selo ganho do blog da Dre

ObrigadooOooOo^^

Segunda-feira do mês de Maio. O costume dos novos professores já se torna comum, o tom alto da professora de história já não me causa tanto medo quanto nos primeiros dias. A escada para o andar de cima da escola não me parece um Everest e vez ou outra, pego todo o meu equipamento e me proponho a escalar. Tudo parece estar bem que já custo a lembrar da magrela de aparelho, tão pouco das outras pessoas da escola. Nesta hora, porém, notei que meu amigo não está como antes, normal. Antes mesmo de responder minha saudação, me olhou com certo medo e disse que vai se mudar. Sim, mudança. Ele ouviu seus pais dizerem em alto e bom tom que “VÂO MUDAR”. Se já é difícil acrescentar uma nova matéria à vida de um aluno, imagina como é ter uma mudança. Um novo lugar, novas pessoas, nova casa, por que não? Novos professores, e o pior, novo melhor amigo! Não, não posso permitir que ele se vá assim, mudanças às vezes trazem coisas boas e muitas vezes trazem coisas ruins, aliás, acho que só para os adultos elas trazem coisas boas, para nós, pequenos escravos de suas vontades, os malefícios são tantos que não são descritíveis.
Contamos então para as principais pessoas que andam conosco, acredito que no fundo todos tivemos os mesmos pensamentos que tive e ninguém foi a favor desta mudança. No intervalo, lembrei de quantos anos a família dele morava naquela mesma rua no centro da cidade, é muito tempo. Esta mudança veio de surpresa, de forma que ninguém esperava e o pior, é amanha! Decidimos que nos encontraremos a tarde na casa do César, perto da casa do Pedro que está em mudança.
Chega a hora. Chego ao local. Nestas horas, só o irmão mais velho de César se encontra na casa, eis o motivo da ‘reunião’. Conversamos sobre os possíveis motivos, as causas e nada resolvido por completo. Acabamos por passar a tarde inteira comendo pipoca, bolachas recheadas, salgadinho e suco, depois brincamos um pouco e quando deu a hora de irmos, resolvemos que Pedro era legal de mais pra ir embora e que passará esta noite aqui mesmo na casa do César, depois na minha casa e assim por diante.
Voltei para minha casa e, após alguns minutos, resolvi ligar para saber como tudo estava. Há um clima calmo, mas estranho. Meus pais deixaram novamente eu ir à casa de César. Já está tarde e por volta das 20h o pai de Pedro bate à porta, quem atende é o irmão mais velho de César que não sabe que Pedro ainda está aqui, e claro, todos negou esta possibilidade ao pai do Pedro. Consegui notar um profundo sentimento paterno e uma tristeza, do tipo que está prestes a se matar por um filho. Nos minutos que sucederam, tentei convencer os dois de que a melhor coisa era ele ir para a casa dele e ver mesmo se esta mudança era pra muito longe ou não, e ainda bem, assim aconteceu. Concordamos em ir visitá-lo sempre que possível e passar os finais de semana lá, e que no dia seguinte, nem que fosse só eu, mas iria à casa dele falar um ‘Xau’.
Não sei se é meio-dia ou após o almoço que eles vão sair, mas não posso sair de casa sem antes almoçar e conversar com meus pais. Chego à casa de Pedro por volta das 13h30min, e o pior é que ele nem foi para a escola. Tudo o que estou vendo é dois carros em movimentos na longa estrada e um deles parece ser o dos pais de Pedro. Já deve ser tarde demais para falar ‘Xau’. Eu me atrasei. Não há mais o que fazer senão sentar-me nos degraus da casa dele e como em um curta-metragem, relembrar os bons momentos...
Cinco sete e onze minutos de passam. Já estou cansado de ficar ali sentado. Levanto-me e neste momento eis que abre a porta Pedro. Sim, é ele. Ele não se mudou, apenas mudou ele de quarto, aliás, mudaram boa parte da casa por dentro. A felicidade que senti em vê-lo só é comparada a um bebê quando toma seu leite. Resolvemos mais tarde aproveitar todos os momentos juntos, já que nenhum de nós sabe quando ou se vamos algum dia se mudar ou nos afastar.
Então eu - agora com uns onze ou doze anos – Eu saio do carro e uma mulher alta, magra, loira que me causa certo medo está saindo do carro ao lado. É como ouvia dizer nos contos de fadas, uma legítima rainha (o mundo sempre nos surpreendeu colocando à prova nossas imaginações com a realidade). Não é tão difícil encontrar pessoas assim nas ruas de uma cidade, principalmente se ela for uma das maiores do país, mas desta vez, a rainha trouxe a princesa. Sim, uma loirinha, de olhos claros com o mesmo perfil da mãe (uma futura rainha).
Será que meus sonhos se tornaram realidade? Ou será que ainda estou sonhando? Nunca tinha visto uma menina tão ‘diferente’ assim na minha vida. Sei que deves estar pensando que tens um nome para este momento, mas se for o nome ‘amor’, engana-se. Não é.
Para os adultos, é uma rotina cumprimentar pessoas alheias, chega a ser simples e fácil, pois muitos nem olham na cara. Não posso deixar de falar um oi para estas duas pessoas, mas só eu sei o quanto é difícil falar um oi para alguém que lhe causa uma coisa estranha aqui dentro, ainda mais para alguém que ainda fica vermelho quando uma menina ou um adulto lhe dirige a palavra. Saio do carro e me dirijo à calçada, enquanto meu pai estaciona o carro. A rainha e sua filha se dirigem à minha pessoa, já que, de todos da escola eu sou o único que uso uniforme e estou na mesma calçada.
De perto, ambas são ainda mais bonitas, parece até uma cena dos grandes clássicos do cinema. Ouço uma pergunta dirigida a mim. Não sei pensar em duas coisas ao mesmo tempo quando uma delas me atrai todo o pensar. Demorei a responder que estudava ali, na escola que ela veio visitar. Entre alguns poucos diálogos, concordei mostrar a direção da escola a ela, e claro, aproveitar para observar a filha dela. Sei que desta vez não penetro em território inimigo, até porque ainda estou na escola.
Ali esta ela, a pequena e elegante princesa, passos firmes e olhar concentrado, respiração constante e postura de adulto. Resolvo, por alguns rápidos minutos, olhar para ela. Um ‘TOC’ veio na minha cabeça, já devo saber por que ela me fascina tanto. Ela percebe que está sendo olhada, claro que neste momento não só por minha pessoa, mas também por outros olhares de meninos curiosos. Retiro o foco de meu olhar assim que a percebo me olhando também.
Quando chegamos na direção da escola me senti melhor, com mais disposição para conversar, pra iniciar uma conversa amigável. Aproveito o momento que a rainha está conversando algum assunto que não me interessa, para descobrir mais coisas sobre a princesa. Desta vez foi eu quem parecia o predador. Tudo normal até quando lhe perguntei se iria estudar nesta escola. Não, claro que não, ela me respondeu. Para ela, seria uma das ultimas coisas que queria. Ela não estava disposta a perder a bolsa de estudos que ganhou em um colégio renomado no centro da cidade. Sua mãe estava ali apenas para rever um familiar que trabalha na escola.
Dou-lhe razão pelos esforços e determinação, mesmo querendo dizer que ficasse que eu seria seu melhor e mais fiel súdito... O sinal toca, eu me despeço. Ela me da um beijo no rosto. Não me deixo iludir por sentimentos passageiros, dou um leve sorriso e me dirijo à sala. Então presumo que ela se foi para dar o The End do meu conto de fadas.
